Me querem mãe, e me querem fêmea
Me querem líder, e me fazem submissa
Me fazem omissa e me cobram participação
Me impedem de ir… e me cobram busca
Me enclausuram nas prendas do lar, e me cobram conscientização
Me podam os movimentos, e me querem ágil
Me castram o desejo, e me querem no cio
Me inibem o canto, e me querem musica
Me apertem o cinto, e me cobram liberdade
Me impõem modelos, gestos, atitudes e comportamentos,
E me querem única
Me castram, me podam, falam e decidem por mim,
E me querem plena e absoluta
Que descompasso!
“Autor desconhecido”
quarta-feira, 29 de julho de 2009
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